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Matéria

Publicada em 18/10/2006 por Ilton
 
"NOVO POINT" - NOVA PONTE
 
2.TOPE - TORNEIO DE PESCA ESPORTIVA DE NOVA PONTE


REALIZADO PELA PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA PONTE E APOIADO PELA ASPESCA - ASSOCIAÇÃO DE PESCA ESPORTIVA E CONSCIÊNCIA AMBIENTAL DO TRIÂNGULO MINEIRO, O TOPE JÁ ESTÁ FICANDO TRADICIONAL ENTRE OS VÁRIOS CAMPEONATOS DE PESCA DO PAÍS DEVIDO AO SEU CARÁTER ESPORTIVO E DE CONFRATERNIZAÇÃO ENTRE OS PARTICIPANTES, APESAR DE AINDA ESTAR APENAS NA SUA 2A.EDIÇÃO.

PESCADORES DE TODO O BRASIL, PRINCIPALMENTE DAS LOCALIDADES DE MINAS GERAIS, GOIÁS E SÃO PAULO BUSCAM MOSTRAR SUA TÉCNICA EM MEIO A UMA GRANDE FESTA RECHEADA DE MUITA CAMARADAGEM, COMPETINDO EM UM AMBIENTE TRANQUILO E AMISTOSO. É O TOPE INTEGRANDO OS AMANTES DA PESCA ESPORTIVA E FAZENDO SEU NOME PASSANDO A MENSAGEM DE PRESERVAÇÃO E INCENTIVO AO TURISMO.

Em meio a uma chuva fina e intermitente que parecia não ter mais fim, a organização do TOPE resolveu postergar a largada, inicialmente prevista para as 08:00h até que o tempo melhorasse e pudesse oferecer condições de segurança e visibilidade para os competidores.

Embora gerando uma incerteza, os competidores continuaram animados revendo os amigos e batendo papo com outros participantes, alinhando seus barcos, realizando os últimos preparativos e aguardando o sorteio do fiscal da equipe e o momento da largada.

Esse momento foi o mais longo de todos segundo Mário Garcia de S.Paulo, que participava pela primeira vez, juntamente com seus amigos Danilo e Edsinho Godoy, de Campinas, que se mostrava confiante para o embate apesar de não ter nunca entrado na represa - aquela era a sua primeira vez - um claro sinal de que o turismo é altamente incentivado com eventos do porte do TOPE e benéficos para a cidade e região.

Competidores de várias cidades como Ipiaçu, Uberlândia, Belo Horizonte, São Paulo, Itumbiara e até de Curitiba, entre outras tantas desfilavam seus portentosos barcos e motores possantes dando uma idéia da sofisticação do torneio que chamou a atenção não só dos competidores, mas também de toda a mídia da pesca esportiva, representada pelos maiores nomes da pesca esportiva do país representados no torneio.

Além disso, o sr. Tai, da INTERGREEN, fabricante e importador de materiais de pesca pessoalmente comandou atividades e cursos para iniciantes durante o período do torneio, dando um caráter educativo e recreativo aos não participantes, que esperavam ansiosos por seus amigos, parentes e colegas no retorno com os peixes para pesagem.

O evento transcorreu de forma ímpar, tendo a ótima organização apesar do contratempo da chuva e a integração dos participantes, juntamente com a preocupação da Prefeitura Municipal de Nova Ponte em apoiar e abrilhantar o evento, como pontos principais que espelharam o belo espetáculo que foi o 2.TOPE.

35 equipes participaram do torneio, sendo 105 participantes no total, um número expressivo considerando as intempéries climáticas e desistências de última hora. A largada transcorreu tranquilamente por volta das 10hs. da manhã e os barcos fizeram um verdadeiro show de riscos na água rumando para os pontos de pesca.

Seria muito difícil fazer uma pontuação expressiva dadas as condições meteorológicas, e sendo assim, todos os peixes capturados eram importantes, mesmo aqueles exatamente na medida mínima, pois poderiam ser úteis em caso de desempate. A pescaria trasncorreu normalmente e logo os primeiros peixes começaram a chegar para pesagem.

Por isso, todos os competidores insistiram até o último momento, buscando seu troféu, e tentando se colocar entre os dez primeiros, com direito a concorrer a um motor de popa YAMAHA 15 hp.
OS CAMPEÕES

MAIOR TUCUNARE:


1º lugar - Equipe 53 - Paulo Antonio / Rilson / Rafael
6.355 pontos
Uberlândia / Ipiaçu / São Paulo

2º lugar - Equipe 11 - Jorge Henrique / Lindomar / Marcelo
5.725 pontos
Ipiaçu

3º lugar - Equipe 04 - José Geraldo / Murilo / Rodrigo
5.320 pontos
Uberlândia / Belo Horizonte

4º lugar - Equipe 52 - Flávio Freitas / Marcelo (Negrão) José Faria
4.725pontos

Uberlândia

5º lugar - Equipe 56 - Alberico Alves / Carmo / Luiz Alberto
4.700pontos
Ipiaçu

6º lugar - Equipe
01 - Luiz Carlos / Guilherme / Adão
2.275pontos
Nova Ponte

7º lugar - Equipe 13 - Cláudio / Vilmares / Ronivan
1.700pontos
Uberlândia / Morrinho - GO

8º lugar - Equipe 08 - marcos Antônico / Alan Kardec / Vitor Hugo
1.170pontos
Uberlândia

9º lugar - Equipe 51 - Demmis / Lucas Arantes / Jean Carlos
1.070pontos
Ipiaçu

10º lugar - Equipe 54 - Geraldo / Alex / Ricardo
900pontos
Uberlândia


MAIOR TRAIRA:

1º lugar - Equipe 11 - Jorge Henrique / Lindomar / Marcelo
2.740 pontos
63 cm
Ipiaçu

MAIS LIXO:

1º lugar - Equipe 30
Alexandre / Adriano / Renato

2º lugar - Equipe 32
Belo Horizonte - MG

Equipe 26
Celismar / Kelson / Leandro
(1º Colocado no Sorteio)
Uberlândia-MG

AGRADECIMENTOS

PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA PONTE
HOTEL POUSADA PARQUE DAS ÁGUAS


ASPESCA
EQUIPE TUCUNAZUL











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Publicada em 10/9/2005 por Ilton
 
APRENDA A REGULAR A SUA CARRETILHA E PERCA O MEDO
 
APRENDA A REGULAR A SUA CARRETILHA E PERCA O MEDO DE ARREMESSAR

Cabeleira, fuá, afofamento involuntário, backlash.... Quem utiliza uma carretilha ou pelo menos tentou utilizar e nunca se deparou com uma, além de ser um pescador nato, é também abençoado, pois é praticamente impossível num determinado momento de descuido, passar batido por uma.

Embora tecnologicamente os equipamentos tenham evoluído muito, facilitando bastante a prática do arremesso, muitas vezes a simples mudança de isca ou direção do vento podem contribuir para que a linha não saia com a mesma desenvoltura e ocasione uma cabeleira.

A regulagem da carretilha é muito importante para que o seu arremesso fique descomplicado e você possa pescar, ao invés de ficar desembaraçando a linha no carretel, motivo pela qual muitos pescadores ainda preferem o velho amigo molinete.

Mas a regulagem da carretilha é muito simples. Seguindo algumas orientações básicas, você pode regular a sua carretilha para minimizar as indesejáveis cabeleiras e melhorar a performance e qualidade do seu arremesso e perder o medo de arremessar.

Todas as carretilhas possuem um botão de rosca na sua lateral, que é responsável pelo aperto do eixo de rotação do carretel. De acordo com a sua regulagem - maior ou menor aperto do botão, a carretilha solta ou prende mais o carretel e ele fica mais livre ou mais preso.

O controle desse botão deve ser feito com a carretilha já montada na vara e com base no peso a ser arremessado. O procedimento é o seguinte:

- Monte a vara com carretilha e linha passada, amarre o peso ou isca que iremos arremessar e recolha até a ponta da vara, sem destravar a carretilha.
- A regulagem consiste em apertar totalmente o botão para que o carretel fique preso, destravar a carretilha e pouco a pouco ir soltando o botão de aperto para que a isca comece a deslizar suavemente com pequenas paradinhas (efeito teia de aranha).

Essa regulagem é apropriada para a isca ou peso em questão e deve ser sempre ajustada, principalmente quando trocamos de isca e colocamos uma isca mais leve.

Algumas carretilhas possuem ainda outros tipos de mecanismos de controle de rotação do carretel complementares, de forma magnética ou centrífuga.

O freio magnético é um controle adicional que age em forma de alguns imãs que agem sobre o carretel, ajudando a freá-lo de maneira homogênea. Quanto maior a numeração do freio magnético, maior é a sua ação e menor é a rotação do carretel no arremesso. Em certas situações de vento forte é prudente utilizar o freio magnético para controlar melhor o arremesso.

Outras carretilhas possuem o freio centrífugo como controle adicional anti-cabeleira. O freio centrífugo age sobre a forma de diversas buchas (4 a 6) que são colocados de forma uniforme nos pinos que ficam em torno da base do carretel. Essas buchas são deslocadas para a borda do carretel no momento do tranco do arremesso e ajudam a evitar a disparada do carretel.

Esse freio pode ficar fechado (inativo), semi-aberto(parcialmente ativo) ou aberto (ativo) e deve ser regulado sempre de maneira balanceada para que o freio atue de maneira linear. Quanto maior o número de buchas abertas, maior é a frenagem e mais força exige o arremesso, auxiliando muito a evitar a formação das indesejáveis cabeleiras.

Existe um modelo de carretilha anti-cabeleira (“anti-backlash”) que possui um mecanismo de controle de saída da linha no topo da sua carcaça, por onde a linha deve ser passada. Esse mecanismo dispara um freio toda vez que a linha perde pressão e começa a afofar.

Além de tudo isso, sentir a linha no momento de sua saída do carretel também é muito importante. Caso você esteja iniciando, lembre-se de sempre deixar o dedo sentir suavemente a linha passando e em caso de disparada da linha, apertar o carretel para abortar o arremesso.



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Publicada em 8/9/2005 por Ilton
 
TUCUNARÉS - ÁGUA FRIA, TEMPO QUENTE... E AGORA?
 
Está chegando o fim de inverno. Nessa época, correntes de ar frio e quente se chocam ocasionando fenômenos climáticos diversos, principalmente ligados ao vento, que se intensifica, atrapalhando um pouco a pescaria.

Nessa época, muitos dias são ensolarados chegando a mais de 30 graus, com calor intenso e raras nuvens, pois a chuva é escassa e às vezes o vento não incomoda o deslocamento, sendo até agradável, mas em outras sopra incessantemente e de maneira forte, diminuindo a capacidade de aquecimento da água pelos raios solares, resfriando de noite e ainda impossibilitando a pesca nos pontos mais abertos.

Esse problema gerado, faz com que dias maravilhosos se percam com tempo quente e bom, mas com vento e temperaturas da água amenas demais, fracassando pescarias. Porém é uma época muito boa de pesca, na qual as águas estão vazando bem e os peixes concentrados e se alimentando bem para entrar na época de desova. Essa combinação facilita a pescaria, mas a água superficial fica gelada demais para que os peixes comam na superfície ou sub-superfície.

O negócio é esquecer as iscas de superfície e partir para as iscas de meia-água e fundo, pelo menos durante o período de vento, deixando elas para a tardezinha, com a água praticamente espelhada e aquecida pelo sol durante o dia todo.

Algumas grotas com proteção de vento costumam ter as suas águas mais quentes que as áreas abertas e sem proteção. Raciocine imaginando em que pontos a água não sofre tanta ação do vento e pode se aquecer mais rapidamente durante o dia. Nesses pontos os peixes estarão mais ativos e baterão melhor com certeza, desde que hajam estruturas próprias para abrigo e alimentação dos tucunarés.

A utilização de iscas como colheres, shads, jigs, rattlins, spinners, spinnerbaits e jumping jigs possibilita algumas capturas e é importante atentar para alguns locais potencialmente atrativos no momento de realizar essa modalidade de pesca. Veja alguns dos locais sugeridos abaixo:

1 - Barrancos fundos com estruturas de pedras e/ou pauleiras - sempre são boas opções, principalmente em bocas de rios e lagoas e bicos.

2 - Drop-offs - próximo à áreas rasas onde o peixe tem comida em abundância e a água aquece durante o dia.

3 - Troncos de árvores grossas e tocos - nessa estrutura, os peixes costumam ficar concentrados, principalmente se estiver em pontos de profundidade média ( 4 a 6 m), próximos a margens de barrancos ou ilhas.

4 - Conjuntos de pauleiras e copas de árvores - essas estruturas costumam concentrar cardumes e os peixes ficam em pontos de profundidade média entre 4 a 6 m.

Deve se bater o ponto arremessando a isca o mais próximo possível da estrutura, deixando a isca chegar no fundo ou alcançar a profundidade desejada, e trabalhar a isca movimentando somente a vara por alguns instantes sem recolhimento e depois dando toques de ponta de vara e recolhendo a linha com velocidades variadas até identificar o movimento, ritmo e profundidade que está pegando.

Para saber a profundidade, existem algumas linhas com marcação de até 5 em 5m. ou pode-se contar o número de maniveladas que o peixe está batendo. Muitas vezes o peixe pega na caída da isca, e você sente ela se movimentar, esticar ou bambear de repente. Essa sensibilidade de mudança na trajetória da isca pode ser decisiva para fisgar e capturar o seu troféu.

Lembre-se de bater os pontos com bastante calma e varrendo a área da melhor forma possível. Esse procedimento aumenta bastante as chances de captura e possibilita maior quantidade de ações durante o dia. As iscas mais leves, em torno de 7 a 15 gramas são as que apresentam os melhores resultados. A insistência é a chave do sucesso nesse tipo de pescaria, portanto não entre numa fria, versatilize a sua pescaria e divirta-se mesmo nas piores condições!

A água ideal para o tucunaré varia de 24 a 28 graus, sendo que até com 20 graus ainda se alimenta bem. Abaixo disso procura águas mais quentes e já foram encontrados tucunarés em até 20m de profundidade, juntamente com corvinas e barbados.



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Publicada em 11/4/2005 por Jornal da Pesca
 
Tucunarés com iscas artificiais
 
Emoção, esportividade e alguns segredos...

Texto: Ilton Toshio Nomura
Fotos: Ilton Nomura, Alex Peres, Marcos Gonçalves e Sérgio Miled


Veja álbum de fotos completo



Altamente voraz e predador, o tucunaré é um dos espécimes mais procurados pelos pescadores esportivos, seja pela sua agressividade, violência das arrancadas ou pela beleza de suas explosões nos ataques na superfície d’água.

Originário da bacia amazônica e Araguaia/Tocantinas, e preferindo águas mais quentes, com temperaturas entre 24 a 28 graus, o tucunaré habita águas lênticas de lagoas, represas e rios, se alimentando basicamente de seres vivos, peixes ou crustáceos e se concentrando em locais onde pode se esconder da presa, tais como galhadas, troncos, vegetação, drop-offs, pedreiras, etc.

Muitos pescadores intitulam o tucunaré como “peixe bobo”, fácil de ser pescado, devido à maneira brutal com que persegue e ataca suas presas, fazendo com que nos momentos em que está comendo, avance sobre qualquer coisa que for arremessada em sua direção.

Porém em determinadas situações não temos sequer ação, mesmo o peixe estando presente, por motivos diversos, frequentemente relacionados à qualidade da água ou oscilação do nível de água, como temperatura, ph, coloração, turbidez, oxigenação, fermentação ou outras relacionadas ao clima, que tornam a pescaria do tucunaré uma verdadeira loteria.

Na região sudeste, onde foi introduzido, de acordo com as características da represa tem hábitos peculiares e coloração diferenciada, além de crescimento variável conforme o tamanho da represa e época de povoamento. O seu comportamento é definido em função da temperatura e oscilação de nível da água. Em algumas represas chega a desovar o ano inteiro, de três a quatro vezes, de forma que sua reprodução constante e ausência de predadores após um certo tamanho, faz com que o único elemento de controle para a superpopulação seja o homem.

Em muitos anos de estudo e pesquisa, principalmente na região Amazônica e nas represas de Itumbiara, Água Vermelha, São Simão, Colômbia, Igaratá, Pereira Barreto, Miguelópolis, Ilha Solteira, Rubinéia, Presidente Epitácio, Bataguassu, Panorama e outras onde foi introduzido, e mais recentemente em Serra da Mesa, onde é nativo, posso afirmar que o tucunaré tem um processo de adaptação diferenciado de acordo com a estrutura predominante na região, topografia e dimensão da área alagada, vegetação marginal, variação da temperatura média anual e oscilação do nível de água.

As espécies mais conhecidas em represas distantes até cerca de 800 quilômetros de São Paulo capital, são o tucunaré azul, que chega a ultrapassar os 5 kg. e o tucunaré amarelo, que raramente atinge os 3 kg, mas que pode crescer até 4 kg em determinadas situações.

O tucunaré amarelo tem resistência e adaptabilidade muito maior que a do tucunaré azul em águas mais frias e maior índice de sobrevivência na procriação, além de se adaptar muito bem em áreas menos oxigenadas e águas turvas, justamente o oposto de seu parente azulado. Não costuma realizar grandes migrações e se concentra em cardumes numerosos preferindo sempre a proximidade das margens, vegetações ou troncos, mesmo que eventualmente em locais mais fundos, muitas vezes até sendo residente.

O tucunaré azul por sua vez, prefere águas mornas, mais claras até águas amareladas, ricas em material orgânico, mas rejeitam águas avermelhadas ou excessivamente turvas, muitas vezes buscando águas mais oxigenadas próximas a pedras e locais abertos com passagem de água corrente nos períodos de vazante.

Muitas vezes se concentram no canal dos rios, em estruturas não aparentes, como ilhas submersas, copas de árvores, troncos e galhadas, mesmo que estas estejam distantes da margem, desde que em condição mais propícia para a espécie. O espécime amarelo é muito mais encontrado em grotas durante o ano todo do que o azul, que habita grotas em determinadas épocas, principalmente as reprodutivas.

Uma das características marcantes do tucunaré azul é a de habitar estruturas diferentes de acordo com a época do ano, dificultando a sua prospecção.

Ambos rejeitam oscilações bruscas de nível de água, para cima ou para baixo em períodos curtos. Quando isso acontece, o tucunaré perde o seu referencial de espaço e se concentra em locais onde essa oscilação é menos sentida, como os barrancos mais fundos, além de se afastar um pouco das margens, procurando locais mais fundos. Os locais a serem explorados são ilhas submersas, bicos de grotas, estruturas distantes de 20 a 50 metros da margem, drop-offs acentuados e barrancos fundos, onde sentirá seguro.

Na pesca do tucunaré com iscas artificiais, de acordo com a região, temos um comportamento diferenciado, tanto com relação ao tipo de isca a ser utilizada como para o tamanho e coloração das mesmas, dificultando a observação de um padrão característico para todas elas.

Quando está ativo, dificilmente rejeita iscas de superfície, e não erra o bote. Com velocidade surpreendente, ataca com precisão, muitas vezes na caída da isca artificial. Outras vezes, apenas reboja ou dá um único estouro na superfície, sendo necessário a utilização de iscas de meia água para capturá-lo, ou de técnicas que façam com que o trabalho da isca artificial incentivem um novo ataque que culminem na sua captura.

Entre esses trabalhos, está a famosa paradinha, o trabalho lento, e no caso da Jumping Minnow ou sticks, está em um toque curto e seco apenas, de modo a deixar a isca submergir. A resposta pode vir num estouro violento.

É interessante notar que às vezes é necessário insistir no mesmo local, pinchar três ou quatro vezes no mesmo local para o peixe aparecer. As iscas de hélices se prestam ao serviço de levantar o tucunaré das profundidades com eficácia.

Em algumas situações, a famosa Mirrolure 7MR , 20MR ou a Sputinick, com trabalhos próximos aos realizados na pesca do robalo são extremamente eficazes, e em outras situações, apenas uma cor específica tem ação, dificultando a sua captura. A isca Borboleta Tan-tan também tem se prestado para essa situação, com movimentos erráticos atraindo muito bem o tucunaré.

Quando a vegetação está densa e difícil de ser explorada, como no caso da “cana-brava” ou capinzais vastos, o uso de iscas sem garatéias é essencial para conseguirmos obter o ataque do espécime e atrair o cardume para fora da estrutura. Em situações com excesso de algas, a colher anti-enrosco e o jig, apesar de menos emocionantes, fazem um trabalho na flor d’água quando recolhidas rapidamente atraindo o tucunaré e possibilitando a sua captura.

Muitas vezes observamos que o tucunaré está mais ativo com iscas de barulho - tipo hélice ou popper, outras vezes com iscas sem “rattli’n”, algumas vezes iscas grandes são mais produtivas e outras somente pequenas. O ataque pode ser por fome, defesa ou simplesmente raiva, dada a violência com que é feito esse ataque na isca artificial em certas circunstâncias.

Os ventos influenciam no trabalho da isca, no controle do barco e na precisão do arremesso, porém quando o peixe está ativo, principalmente os grandes, não existem problemas quanto a esse fator. Sugiro nessa situação o uso de iscas maiores, tipo Zara Super (Excalibur) e iscas do tipo popper ou hélice, além da execução de trabalhos que permitam ao peixe um ataque preciso - normalmente lento e com pausas.

É importante o trabalho em equipe para melhorar a performance na prospecção, com o primeiro pescador utilizando iscas de superfície com barulho, e com o segundo e eventualmente o terceiro pescador utilizando iscas diferenciadas em ação, cor e tamanho, tendendo à sub-superfície para o último pescador, de modo que identifiquemos o mais rápido a estrutura em que o peixe está habitando.

Feito isso, é interessante bater a maior quantidade de locais com as mesmas características, de modo que se possa selecionar dois ou três desses locais com maior piscosidade para o final do dia, normalmente com temperatura d’água mais agradável e sem ventos. É importante não “secar”a estrutura, ou seja, bater em excesso de modo que o peixe fique desconfiado e não suba mais para atacar as iscas artificiais. Algumas vezes, mesmo com ações, é melhor deixar o pesqueiro descansar e se recompor para os melhores horários.


« Noticia modificada por Jornal da Pesca »



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Publicada em 1/4/2005 por Ilton
 
Lançamento do livro de Fly Fishing
 
"Será lançado em maio próximo por Edições Marítimas, do Rio de Janeiro (Rua da Candelária, 79-A - loja Cep 20091-020, telefones (21) 2253-9086 - 2233-3025 - 2233-3275, fax (21) 2253-9221, e-mail: oveleiro@uol.com.br, o livro Pescando com Mosca.

Escrito por Paulo Cesar Domingues da Silva, é o primeiro livro em português sobre o esporte editado no Brasil. Ele cobre um pouco da história da pesca com mosca no mundo e no Brasil, explica o equipamento básico, como montá-lo e cuidá-lo. Ensina ainda como lançar uma mosca, fazer a puxada dupla (double haul), o arremesso rolado (roll cast) e vários tipos de arremessos de apresentação. Além dos principais nós utilizados no esporte, ele descreve os insetos e as moscas artificiais que os representam. Ensina também a técnica de pesca com streamer, ninfa e mosca seca para alguns peixes como o tucunaré, matrinxã, dourado, truta, etc.

Nele será esclarecido o jargão aparentemente incompreensível do esporte ainda tão cheio de palavras em inglês. Este livro será de grande utilidade para todos os mosqueiros, notadamente para aqueles que se iniciam no esporte e não têm a quem recorrer para pedir informações sobre um dos métodos mais gratificantes da pesca esportiva."



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Publicada em 9/3/2005 por Jornal da Pesca
 
Mulheres na Pesca - Sorte ou Azar?
 
Texto: Ilton Nomura
Fotos: Ilton Nomura, André Miniti e Gibson Nagata


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Embora o título possa parecer um tanto machista, a verdade é uma só: nunca tantas mulheres participaram de pescarias como atualmente.

Habituado a formar grupos de pesca, observei que cada vez mais, a presença de mulheres e crianças era maior e que o preconceito contra a presença “delas” diminuia. Embora a maioria ainda seja de membros do tido como sexo forte, elas estão na luta pelo seu espaço e dão show quando se fala em pesca esportiva, participando ativamente do esporte.

Acabando com o mito que mulher em pescaria dá azar, não só elas são mais caprichosas no seu arsenal, como desenvolvem outras habilidades inerentes à elas, e enfeitam o redor dos lagos, rios e represas encarando os pescadores palmo a palmo no tamanho dos peixes e no conhecimento do equipamento. As diferenças são muitas, mas terminam no arremesso certeiro e na fisgada precisa.

Elas dão apelidos às isquinhas, enfeitam as caixas de pesca e colocam a mão na massa atrás de seus troféus, e cada vez mais bonés cor de rosa, tearas, fitas, batons, espelhinhos e outras bugigangas são comuns nos barcos de pesca.

As mulheres com sua delicadeza ao segurar os peixes, num misto de alegria, encanto, emoção e medo, a marca registrada de muitas pescarias.

Ah, se demoram para arrumar? De jeito nenhum! Na pescaria, acordam bem cedo e se arrumam rapidamente, ao contrário das noites de gala onde passam horas a fio se arrumando. A pesca propicia às mulheres uma praticidade e rapidez incríveis no figurino e na maquiagem, composto de short ou calça esportiva, camisa ou camiseta e um biquini ou maiô por baixo. Simples, não?

Muitas vezes se rivalizam com os parceiros na busca do maior peixe, e se orgulham dos seus troféus conquistados em meio ao ambiente machista que às vezes as cercam, contando as suas proezas e se vangloriando das lutas memoráveis com os peixes.

As mais veteranas incentivam as outras a também praticarem a pesca, contagiando-as com seus olhos brilhantes e a expressão de felicidade que as conduzem.

Lilian Lurico é uma dessas fortes adeptas da pesca esportiva. Médica, praticante do fly fishing, tem na pesca uma verdadeira paixão. Não se incomoda em se misturar com os homens, nem que seja a única mulher presente. Participa ativamente de grupos de pesca e até começou a confeccionar as suas próprias iscas. Se encanta com os lugares e é detalhista ao extremo, conhecendo nomes e marcas de materiais na ponta da língua.

Dalva Leite, empresária de Brasília, após separar-se de seu marido e com dois filhos que a acompanhavam nas pescarias já crescidos e donos do nariz, vivencia uma nova experiência: a de aderir a novos grupos de pesca e não se intimida com a presença dos machões. Ela arruma a sua tralha e coloca o pé na estrada para o seu encontro com os peixes. Já foi rejeitada de grupos do “Bolinha”, mas convicta, procura o seu espaço e fica feliz só com o ambiente de pesca e o convívio com a natureza.

Tatiana Soster, gaúcha, analista de sistemas, encontrou a pesca através de seu namorado André, e o acompanha sempre que pode. Embora não tenha se encantado ainda com o hobby que enfeitiça o namorado, se esforça para poder estar presente nos seus momentos de alegria. Esforçada, não se desanima mesmo nas situações mais difíceis, seja de chuva ou vento, lá está ela empunhando a varinha, na tentativa de seduzir um peixe enorme.

Margareth Buzo, por sua vez, foi quem iniciou o jovem Gibson Nagata a fazer as suas primeiras pescarias. Do interior de Sorocaba, acompanhava seu pai nas incursões e hoje rivaliza-se com o seu discípulo, na pesca do maior exemplar. Ele ainda chega lá, gaba-se ela referindo às constantes vitórias por parte dela na pesca. Brigas?? Não, no final, tudo acaba numa cervejinha bem gelada. O mais bacana de tudo é que um incentiva o outro na busca do troféu e a sinergia que há entre eles se traduz num momento mágico e único dentro do barco.

Enfim, para as mulheres que praticam hoje a pesca esportiva e querem encontrar grupos familiares receptivos, os organizados pela Tucuna Travel e Cia da Pesca são muito bons, com pessoal de altíssimo nível e passeios muito elaborados com muita segurança e conforto, e podem ser recomendados com tranquilidade.

Você pode preparar a sua tralha sem medo. A equipe da Cia da Pesca presta ampla assistência para que você realize a pescaria dos seus sonhos, com roteiros muito bem elaborados, ensinamentos e equipamentos adequados.

Sorte ou azar?? Sorte delas conhecer a pesca e azar o pescador que não tem uma mulher que goste também do esporte...

APOIO:

TUCUNA TRAVEL - CIA DA PESCA

FONES: (11) 3641-2294 – 9724-2790
SITE: www.tucuna.com.br



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Publicada em 9/3/2005 por Jornal da Pesca
 
Serra da Mesa - A Morada dos Bocudões
 
Texto: Ilton Nomura
Fotos: Sérgio Miled Thomé Filho, Alex Peres e Didier Philodemos


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Quando imaginamos uma pescaria de grandes tucunarés, certamente vem na cabeça a região Amazônica, com seus gigantescos peixes e estrondosas explosões. Porém é uma viagem para ser realizada uma ou outra vez no ano devido à grande distância, ao tempo e aos custos elevados, requerendo um planejamento com boa antecedência e estudo da época ideal.

Porém, na região Centro-oeste, no estado de Goiás, um novo point de tucunarés se destaca dos demais, não só pela quantidade de tucunarés que habita a região, como pela boa produtividade durante o ano todo e sobretudo pelo excelente porte que chegam, devido à abundância de alimento da represa e à vasta área inundada: Serra da Mesa.

Formada pela bacia do rio Tocantins, na qual além deste, o rio Tocantizinho, Maranhão, Traíras, Biliago, das Almas, do Peixe entre tantos outros cursos d´água de menor expressão, a represa da Serra da Mesa constitui um dos maiores lagos artificiais do mundo.

Distantes da capital paulista cerca de 1380 km e da capital federal cerca de 350 km, as cidades de Niquelândia e Uruaçu, no estado de Goiás, são os dois points de partida para uma grande aventura na região.

A estrutura de hospedagem da região contempla duas pousadas: a Pousada do Germano, distante 32 km da cidade de Niquelândia e a Estância Serra da Mesa, distante cerca de 68 km da cidade de Uruaçu. Nas duas pousadas o pescador irá encontrar ampla infraestrutura para realizar a sua pescaria com comodidade e conforto.

Ao avistar a represa, a primeira coisa que irá chamar a atenção do pescador é a grande quantidade de morros e serras que circundam a represa. São elevações majestosas e bonitas, cercadas de vegetação e muitas delas pedregosas, embelezando a paisagem e dando proteção contra os ventos comuns nas grandes áreas alagadas.

Inúmeras grotas recortam a represa e fazem com que locais para pescar não faltem, dando tranquilidade aos peixes, que sofrem menor pressão de pesca devido à grande extensão que tem para se refugiar, e grandes possibilidades para o pescador, pois sempre existem bons locais pouco batidos para tentar a sorte.

Os melhores locais de pesca variam conforme a época, sendo que nas cheias, as áreas de vegetação alagada são mais produtivas, e na vazante, bicos pedregosos, vegetação seca, pauleiras e espraiados são a regra. Na busca do tucunaré, o importante é sempre variar os locais até encontrar a melhor estrutura para capturá-lo.

Nativos da região, os tucunarés locais são da espécie azul ou amarelo, e possuem força descomunal comparados aos seus parentes do sudeste, além de uma agressividade e violência de arrancada muito fortes. O clima local e o alagamento da área criou condições ideais para o desenvolvimento dos peixes, que facilmente ultrapassam os 5 kg. de peso e fazem a alegria do pescador.

Nessa pescaria podem ser utilizadas tanto iscas naturais como artificiais, sendo que essas últimas são as preferidas da grande legião dos pescadores, pois provocam o peixe a dar suas explosões na flor d´água e a briga é muito boa!

Linhas rompidas, argolas e garatéias abertas são muito comuns na região. O pescador desavisado sofre as consequências de seu desleixo com o equipamento. Portanto, prepare-se bem para enfrentar o tucunaré de Serra da Mesa, que muitas surpresas podem acontecer.

Sugerimos nessa pescaria, levar apenas peixes médios para consumo no local, preservando os grandes exemplares, para que possam sempre dar alegrias aos outros pescadores também.

Para os que gostam de conforto, a Tucuna Travel oferece pacotes de viagem regularmente para a região com parte aérea e parte rodoviária. O ambiente dessas excursões é familiar e os grupos muito receptivos. Além disso, oferecem serviço de assessoria gratuita aos que vão pescar pela primeira vez, ensinando passo a passo o manejo do equipamento e os segredos da pescaria.

DICAS QUENTES

O tucunaré maior é mais manhoso, por isso atingiu esse porte. Não se descuide do material, tampouco dê moleza ao bichão. Na primeira oportunidade ele escapará das suas mãos.

Utilize garatéias reforçadas tipo 4 ou 5x mais reforçadas que as normais. Troque também as argolas e presilhas pelas mais fortes.

Utilize leader de fluorcarbono ou linha transparente branca anti-abrasiva de 0,50 a 0,60mm na parte frontal da linha normal. Esse leader auxiliará nos momentos de arrancada do peixe para os enroscos.

A vara de pesca ideal deve ser rígida, ação rápida ou extra-rápida e equilibrada para que não canse muito ao trabalhar a isca artificial. O tamanho ideal é entre 5´6 a 6 pés.

POUSADA DO GERMANO
ESTÂNCIA SERRA DA MESA
Informações e Reservas:

TUCUNA TRAVEL – CIA DA PESCA

F. (11)3641-2294 – 9724-2790
SITE: www.tucuna.com.br




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